domingo, 31 de janeiro de 2010

Você tem fome de que?


Comida
Titãs
Composição: Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer / Sérgio Britto

Bebida é água!
Comida é pasto!
Você tem sede de que?
Você tem fome de que?...
A gente não quer só comida
A gente quer comida
Diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída
Para qualquer parte...
A gente não quer só comida
A gente quer bebida
Diversão, balé
A gente não quer só comida
A gente quer a vida
Como a vida quer...
Bebida é água!
Comida é pasto!
Você tem sede de que?
Você tem fome de que?...
A gente não quer só comer
A gente quer comer
E quer fazer amor
A gente não quer só comer
A gente quer prazer
Prá aliviar a dor...
A gente não quer
Só dinheiro
A gente quer dinheiro
E felicidade
A gente não quer
Só dinheiro
A gente quer inteiro
E não pela metade...
Bebida é água!
Comida é pasto!
Você tem sede de que?
Você tem fome de que?...
A gente não quer só comida
A gente quer comida
Diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída
Para qualquer parte...
A gente não quer só comida
A gente quer bebida
Diversão, balé
A gente não quer só comida
A gente quer a vida
Como a vida quer...
A gente não quer só comer
A gente quer comer
E quer fazer amor
A gente não quer só comer
A gente quer prazer
Prá aliviar a dor...
A gente não quer
Só dinheiro
A gente quer dinheiro
E felicidade
A gente não quer
Só dinheiro
A gente quer inteiro
E não pela metade...
Diversão e arte
Para qualquer parte
Diversão, balé
Como a vida quer
Desejo, necessidade, vontade
Necessidade, desejo, eh!
Necessidade, vontade, eh!
Necessidade...



Marina
da canção de Dorival Caymmi
...
Marina, você faça tudo
Mas faça um favor
Não pinte esse rosto que eu gosto
Que eu gosto e que é só Seu
Marina, você já é bonita
Com o que deus lhe deu
Me aborreci, me zanguei
Já não posso falar
E quando eu me zango, RITA
Não sei perdoar
Eu já desculpei muita coisa
Você não arranjava outra igual
Desculpe, RITA LEE
Mas eu tô de mal...




terça-feira, 26 de janeiro de 2010

AVATAR



Filmaço!

Uma pena que a maioria dos milhões de espectadores que viram e verão o filme, não saibam que se trata de uma história real, que acontece todos os dias na floresta.


sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Rumo a Cidade Maravilhosa




Sentir o cheiro do mar e ver o filho grande que não dá pra ficar muito tempo sem ver, nem pouco.
Trabalhar muito tb.
E quem sabe rola até um samba...
Volto rápido.



quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Só ele.

Está chovendo muito em Rio Branco hoje!
Clima normal para esta época do ano.
E tenho toneladas de trabalho para dar conta.

Ansiedade...


Leite Moça/ Embalagem da Edição Histórica.

Só mesmo um brigadeiro pode resolver todos os meus problemas.

Um bom exemplo de produto tradicional...


quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Eliminada!


Nunca fiz faculdade.

Com 18 anos, quando estava cursando o último ano do 2º grau no Colégio Brasileiro de Almeida (quase boate) no Rio de Janeiro, fundei a minha primeira empresa em sociedade com a prima Andréa, da mesma idade, e abandonei os estudos. Sem nenhum remorso.

Fomos auto didatas, e nossa empresa de moda, a Cores Vivas, contra todas as estatísticas que indicam que 90% das empresas no Brasil morrem antes de completar 1 ano de vida, durou 8 anos e fez história em Ipanema.


Cores Vivas no Editorial da Revista Cláudia 1982


Mas sempre foi meio difícil explicar isso, principalmente para os filhos, porque sempre fui uma mãe bem durona com cobranças de escola...tanto Zé (hoje economista), quanto João, tiveram mãe do tipo que vai na escola, acompanha os deveres e as matérias, ajuda a fazer trabalhos, e por ai vai.

Em Novembro passado fiz o primeiro vestibular da minha vida, para Economia na UFAC.
Uma idéia que me rondava há anos, porque reconheço que muitas vezes senti falta de formação e técnicas que poderiam ter me ajudado em momentos estratégicos em que tive que ralar MUITO para decifrar os códigos do negócio por minha própria conta, na marra.

Também achava que a teoria, aliada a minha experiência prática, poderia ser um diferencial no meu currículo.

Mas além de tudo, meu objetivo era mesmo estudar, ir mais fundo nas questões que me inquietam, que desde que entrei nesta floresta, desafiam a minha capacidade de solucionar e de responder minimamente à altura das expectativas e sonhos que temos de contribuir para melhoria de qualidade de vida nas comunidades da Amazônia.

Não me preparei muito. Mexi mais com papéis e burocracia, recuperei meu histórico escolar, fui saber se haveria possibilidade de concluir o antigo 2º grau e atual Ensino Médio em tempo e tal...

E fiz as provas.

Sou casada com um doutor e os filhos são excelentes alunos, dois cabeçudos. E eu sempre fui um pouco motivo de chacota na família, aquela que se fosse presa não teria nem cela especial...Praticamente analfabeta...(que nem o Lula pro Caetano...)

Por isso ninguém levou muita fé no meu vestibular, mesmo quando eu disse que tinha me dado bem nas provas.

De fato fiquei MUITO nervosa no segundo dia, na Prova de Redação em que o tema era "Cadeias Produtivas na Amazônia" e eu não sabia como colocar em 40 linhas o que sabia sobre o assunto.
Depois de suar muito e sofrer por uns 20 preciosos minutos, resolvi fazer minha dissertação partindo da narrativa da minha experiencia pessoal, como empresária que trabalha há 19 anos com o tema proposto.

Pois bem, para encurtar a conversa, quando saiu o resultado da 1ª Etapa, João Manuel me ligou aos berros porque estava vendo na Internet, na casa de um amiguinho, que eu tinha ficado em 3º lugar na classificação geral da Economia.

Vibramos! Fiquei entusiasmada e logo me imaginei na vida acadêmica.

Mas não aconteceu assim.

Duas semanas depois, às vesperas da viagem para Copenhague, quando saiu o resultado da 2ª Etapa com a correção das Provas de Redação, constatamos que eu tinha sido ELIMINADA, com 2 notas ZERO na redação...
Fiquei chapada. Não vou dizer aqui que sei escrever porque quem pode estar lendo meu blog pode fazer sua própria avaliação. Eu não conseguia entender...

Mas o fato é que mesmo depois de entrarmos com recurso pedindo reavaliacão e tudo mais, acabo de saber que este foi o meu resultado no Vestibular: ELIMINADA!

Minha experiência não conta NADA para a vida acadêmica..
Em 1 linha os avaliadores disseram que a redação não é "dissertativa", mas sim "narrativa", por isso a Nota 0, que pelo regulamento do vestibular elimina automaticamnete qualquer aluno.

Não sei ainda se desisti ou se vou tentar novamente.

Mas por enquanto, o mundo está perdendo uma economista.

Agradeço ao Marcelo (o marido doutor) e ao Dr. Marcel Bezerra Chaves, meu querido amigo e advogado, que intercederam por mim enquanto eu estava em Copenhague e tudo isso aconteceu.

E a vida segue.


domingo, 17 de janeiro de 2010

Alegria

Passamos hoje o Domingo com a casa cheia.
Recebemos em nossa casa nossa querida Madrina Peregrina e seu povo muito lindo.

Agradecemos a Deus esta possibilidade de reunir e celebrar a fraternidade e as belezas verdadeiras que a vida nos oferece:
Saúde, amigos, boa comida, jardim florido, água limpa, ar puro...

Um poder inacreditável.



sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Zilda Arns


Que pessoa neh?
Faz a gente se sentir pequenininho igual este fofaço aí da foto.
Quando eu crescer eu quero ser igual a Zilda Arns.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Pensando bem...

Aqui não é o Caribe.
Caribe hoje é o Haiti.

..."O Haiti não é aqui. O Haiti é aqui"...

Que Deus dê conforto ao povo do Haiti.
Que essa grande tragédia seja um alerta para o mundo prestar
atenção neste país tão lindo assolado pela pobreza.
E que a gente possa no mínimo se perguntar:
Por que?


O Caribe é aqui...

É aqui, na casa do Ramal dos Dez...
E a foto nem foi tirada num dia de céu azul.
Imagina?



Por onde passei na floresta, não vi nenhum assim, só aqui mesmo.
Em tempo de aquecimento global, uma riqueza incalculável, que estamos zelando e tratando de aproveitar.

Uma foto da sobrinha Joana, para refrescar as idéias em tempo de terremotos, temperaturas extremas, e muito o que pensar...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Dia da Dádiva

Hoje celebramos 31 anos da missão do Mestre LIN FU CHI em nossa família.
Durante 30 anos esta linda missão de amor e paz foi conduzida por Miryam de Magdala, a sacerdotisa Lin Tse, sua filha eterna.
Este é o primeiro ano sem ela.
Entre muitas bençãos que recebemos em forma de ensinamentos e orações, escolhi 2 para esta singela homenagem a nossa Amada Sacerdotisa que o tempo não levou, e ofereço aos meus queridos amigos e leitores com carinho.


Lin Tse


Seres Iluminados
Seres Iluminados
Seres Iluminados 


Abençoai minha mente para que eu possa pensar com clareza 
Abençoai meus ouvidos para que eu sempre 
seja encaminhado para ouvir a verdade 
Abençoai meus lábios para que eu diga sempre palavras do BEM 
Abençoai meus braços para que eu possa dar e receber amor 
Abençoai minhas mãos para que eu possa sempre ajudar 
Abençoai minhas pernas para que possam me manter 
fortes no meu caminhar 
Abençoai meu corpo para que ele seja saudável 
Abençoai meu espírito para que ele me proporcione uma base sólida 
Abençoai meus pensamentos 
para que eles reflitam a luz 
Abençoai minha percepção para que eu possa analisar os fatos sem julgar 
Abençoai minha vida para que eu possa seguir meu destino e encontrar a PAZ 




Oração da Harmonia


Seres Iluminados 
Seres Iluminados 
Seres Iluminados 

Fazei da Harmonia nosso bem 
Fazei da Harmonia nosso apoio 
Fazei da Harmonia nosso amparo 

Seres Iluminados 
Seres Iluminados 
Seres Iluminados 

Fazei que a Harmonia nos penetre 
Fazei que a Harmonia nos trespasse 
Fazei que a Harmonia faça de nós sua morada 

Seres Iluminados 
Seres Iluminados 
Seres Iluminados 

Harmonizai-nos 
Tranquilizai-nos 
Acalmai-nos 

Seres Iluminados 
Seres Iluminados 
Seres Iluminados 

Nós nos entregamos a vós que sois, 

Seres Iluminados 
Seres Iluminados 
Seres Iluminados 








segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Ainda sobre a passagem da família pelo Acre...





Um dos lugares que mais impressionou a família na visita ao Acre foi o sítio da Comissão Pró Índio do Acre.

Para quem não conhece, a CPI é uma ONG acreana que acaba de completar 30 anos!!! Importantíssima existência no cenário de defesa dos direitos das populações indígenas, criada pelo nosso querido compadre Terri Vale de Aquino em 1979.
Orgulho da turma!

Ficam aqui alguns registros desta passagem.

Fotos da irmã Tiana.



domingo, 10 de janeiro de 2010

Patrimônio familiar


Passaram as Festas de Natal e Ano Novo, e o dia dos 3 Reis Magos que fecha as comemorações, que no nosso caso, incluem ainda o nosso aniversário de casamento, pois eu e Marcelo nos casamos dia 24/12/1996...

Além das lindezas das rezas nas igrejas, para quem se propõe a entrar nesta vibração de fé e de amor do Natal, acho que podemos destacar as comidas como o segundo pilar das Festas, e sempre uma boa razão para juntar a família em volta das mesas.

Sempre é assim, Graças a Deus, nestes festejos na nossa família: muita comida!

E minha missão é sempre a mesma, preparar o Bacalhau!
Mas não ficamos só por aí, durante e temporada de visita da família, muitas delícias foram saboreadas na varanda aqui da casa do Ramal dos Dez.

E com uns 3 kg a mais é hora de fechar a boca e mudar de assunto.

Mas ficaram algumas lembranças (além dos 3 kg...)...

Este ano me foram revelados alguns segredos culinários da família Piedrafita.
Um deles foi transmitido com toda pompa pela sogra Cristina, para as noras, eu e Débora, esposa de Santiago, irmão do Marcelo: A conserva de beringelas!

Tanto a receita do bacalhau, que aprendi com meu pai, quanto as beringelas, são um patrimônio da cultura e do ritual familiar, e simbolizam o prazer da confraternização ao redor da mesa.

E esses dias, Santiago mandou as imagens, e lembramos que comemos também com os olhos...

Aí estão as delícias para compartilhar com vocês, e definitivamente encerrar esta aventura degustativa e voltar a rotina de labuta sem paradas para o lanche, para rapidamente caber naquelas roupas que precisam sair do armário para o Carnaval...






Feliz dieta para todos!!!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

O ÍNDIO EM COPACABANA


Minha linda noite de Ano Novo no Acre me trouxe inspiração para pensar como será 2010...

Estávamos em casa, aqui no Ramal dos Dez, e minha mãe nos convenceu a ver os fogos de Copacabana pela TV.

Pelo novo horário do Acre (hora do Tião - Senador acreano que criou a lei que mudou o fuso) , nesta época do ano estamos com 2 horas de diferença de fuso ( pelo horário de Deus e da Madrinha Peregrina, são 3 horas), e sendo assim, às 22:01 horas do dia 31/12 no Acre, já era 2010 em Copacabana, e nós, como muitos milhões de brasileiros, estávamos alí, na telinha, acompanhando pela Globo a chegada do Ano Novo.

E assim assistimos quando estouraram os fogos e começou a tocar uma seleção de músicas que abriu 2010 em Copacabana com UM ÍNDIO, de Caetano Veloso...

Horas depois, já bailando na festa de Ano Novo na Igreja da Madrinha Peregrina, pensei:
Porque a escolha desta música?

Pensei que este tipo de escolha não se dá de forma individual, mas sim fruto do inconsciente coletivo, descrito por Carl Jung.
Segundo Jung, "Este inconsciente é como o ar, que é o mesmo em todo lugar, é respirado por todo o mundo e não pertence a ninguém"...
E dali meu pensamento foi lembrar que dias antes, tb no Rio de Janeiro, Caetano dedicara esta música a Marina, sim, a nossa Marina Silva.

E assim cheguei a conclusão/especulação, de que neste ano que se inicia, O ÍNDIO/MARINA simbolizam, ainda na linguagem junguiana, nossas expectativas coletivas pela chegada de algo ou alguém que na hora H, no fim das contas, nos resgate da escuridão total, e nos apresente finalmente um mundo mais luminoso, equilibrado e harmonioso.

Porém, aqui na minha utopia, "no coração do Hemisfério Sul", acredito cada vez mais que o MUNDO MELHOR está ao alcance de nossas próprias mãos, e das escolhas individuais, apesar de acreditar totalmente nos movimentos coletivos.

Por isso, sugiro que em 2010 sejamos todos O ÍNDIO de Caetano, surpreendendo a nós mesmos, fazendo aquilo que deve ser feito, "não por ser exótico, mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto, quando terá sido o óbvio!"

Um beijo daqui de "um ponto equidistante entre o Atlântico e o Pacífico"...

UM ÍNDIO

Um índio descerá de uma estrela colorida e brilhante
De uma estrela que virá numa velocidade estonteante
E pousará no coração do hemisfério sul, na América, num claro instante

Depois de exterminada a última nação indígena
E o espírito dos pássaros das fontes de água límpida
Mais avançado que a mais avançada das mais avançadas das tecnologias

Virá, impávido que nem Muhammed Ali, virá que eu vi
Apaixonadamente como Peri, virá que eu vi
Tranqüilo e infalível como Bruce Lee, virá que eu vi
O axé do afoxé, filhos de Ghandi, virá

Um índio preservado em pleno corpo físico
Em todo sólido, todo gás e todo líquido
Em átomos, palavras, alma, cor, em gesto e cheiro
Em sombra, em luz, em som magnífico

Num ponto equidistante entre o Atlântico e o Pacífico
Do objeto, sim, resplandecente descerá o índio
E as coisas que eu sei que ele dirá, fará, não sei dizer
Assim, de um modo explícito

(Refrão)

E aquilo que nesse momento se revelará aos povos
Surpreenderá a todos, não por ser exótico
Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto
Quando terá sido o óbvio